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Descrição
A obra surge como o registo de uma memória que se vai desvanecendo lentamente, mas que nunca desaparece por completo. Os tons suaves de rosa, rosa antigo e terrosos criam uma atmosfera de fragilidade e nostalgia, enquanto as intervenções gestuais escuras, os riscos e as estruturas em camadas perturbam a tranquilidade da superfície.
A pintura joga com o contraste entre a delicadeza e a agitação, entre o que ainda está presente e o que já se reduziu a um mero vestígio. O «espírito rosa» não tem, portanto, de representar uma figura concreta; pode ser uma memória, uma emoção ou um fragmento do passado que regressa inesperadamente à consciência
Ao quarto e à sala de estar. Ao linho, ao reboco creme, à madeira clara. À noite, o salmão fica mais espesso.
Original