Dívka s černou květinou (Rapariga com a flor preta)
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Descrição
A flor preta não apareceu de repente. Foi-se desenrolando lentamente a partir de pensamentos que há muito germinavam nela. De sentimentos que não tinham nome. De silenciosos receios que se recusavam a dissipar-se. E um dia tornou-se parte do seu rosto. Não como uma máscara, mas como uma verdade. No interior da flor ardia um brasido, não destrutivo, mas implacável. Era um fogo que lembrava que mesmo a escuridão tem o seu próprio pulsar. A rapariga fechou os olhos, como se tentasse escutar o que a flor sussurrava. Não era medo. Era aceitação. «Rapariga com a flor preta»