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Descrição
Servi a fruta do meu jardim às cobras, que me obrigavam a beber cianeto, dizendo que era licor de amêndoa. Eu era um idiota e, por isso, senti uma dor no coração quando percebi a verdade. Contei as marcas das suas mãos no meu pescoço (diziam que me estavam a abraçar) e chorei por elas um oceano inteiro.
Mas depois vi, pela janela, uma flor da neve do tamanho de uma árvore. O meu coração aqueceu. Os cozinheiros prepararam-me o jantar: algumas cobras indefesas e repugnantes…
Felizmente, na natureza, um árvore saudável dá frutos novos todos os anos, mesmo que seja atingida por algumas tempestades.