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Descrição
Na obra «Anticovid», Grek divide o rosto em duas metades: uma ainda humana, a outra já totalmente mecânica. Um olho permanece vivo e azul, o outro transforma-se numa lente. A boca está bem aberta num grito silencioso.
O autor dá continuidade à sua linguagem simbólica, onde o corpo e a tecnologia se deparam sem possibilidade de regresso. As tintas acrílicas fluidas e o verniz brilhante final conferem à superfície um brilho frio, quase clínico. Cria-se uma tensão entre a proteção e a perda.
Uma obra original pintada à mão, que traz ao espaço uma sensação de alarme e de transformação irreversível. Um quadro que alerta e, ao mesmo tempo, já mostra o resultado.