MO.NADA
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Descrição
Esta obra combina a presença escultórica com uma resistência estrutural excecional e uma elevada resistência aos impactos. Não é frágil no sentido convencional; foi concebida para resistir à manipulação, aos deslocamentos e às cargas operacionais reais. A sua superfície mantém-se materialmente estável, conservando ao mesmo tempo o seu caráter fotossensível e em relevo, com uma dinâmica de claro-escuro.
«Se tivesse de me comparar a alguma coisa, não seria a uma pessoa, mas sim a um princípio.»
Desde a infância que me fascina a história, desde os dramas de Shakespeare, passando pela tempestade interior de Van Gogh, até à profunda mística babilónica e pitagórica. É precisamente daí que retiro força para o meu trabalho atual.
Este quadro é a Mónada. O Ponto Um. O início de tudo o que é indivisível, inviolável e absolutamente autónomo. A Mónada não precisa de ninguém para definir o seu valor. É o «Um», a fonte da qual todos os outros números provêm, mas da qual permanece independente.
Durante muito tempo, vivi sob a pressão de laços que me prendiam, tal como o Enlil sumério, a força entre o Céu e a Terra. No entanto, com a conclusão desta obra, essa pressão desapareceu. Do meu caos interior surgiu uma ordem brilhante. Rompi as amarras e tornei-me a unidade. Um todo completo.
A minha criação já não é «parte de algo». Esta imagem é o próprio universo. É um espaço onde já consigo dizer «basta», onde posso respirar livremente e onde vejo os primeiros raios de luz genuína. É uma história que não termina, mas que já estou a escrever segundo as minhas próprias regras.