Cupřis na břehu (Cipreste na costa)
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Descrição
O vento salgado faz chocalhar as folhas rígidas do cipreste que se ergue solitário no limite de uma falésia de areia. Lá em baixo, aos seus pés, rolam ondas de esmeralda com brancas crinas de espuma, que murmuram e mudam sem cessar. A árvore, escura e esguia como um guardião ancestral, contempla imóvel a interminável superfície da água. A sua sombra repousa sobre a areia quente e as raízes agarram-se ao rebordo contra as tempestades. Aqui, na fronteira entre a terra e o mar, é testemunha eterna do tempo, do silêncio e do murmúrio da rebentação. O que vê? Sobre o que se cala?