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Descrição
Cinco papoulas silvestres acabaram de decidir que o inverno terminou. Ardem com fogo laranja na fresca luz primaveril, suas pétalas são tão finas e ao mesmo tempo tão vivas que parecem prestes a desmoronar a qualquer momento, e ainda assim nunca foram tão fortes. O vaso verde é uma velha garrafa de vinho que alguém jogou fora um dia, e agora toda a primavera floresce nele. O autor pintou-as num só fôlego, num só traço, numa só alegria. A tinta aqui é tão espessa que se sente sob os dedos. A pintura cheira a terra úmida, sol e aquela primeira