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Descrição
Um pequeno vaso de terracota e nele algumas flores brancas que decidiram que já não seriam apenas flores no parapeito. Decidiram ser luz. Um branco tão frágil que nele se vê ao mesmo tempo a primeira neve e o último raio de sol. Um verde tão vivo que nele se sente o aroma da chuva no jardim. O quadro é silencioso, mas o seu silêncio é alto, como quando no verão a calma se instala de repente e sabes que neste momento tudo está exatamente como deve estar. O autor pintou-o numa só respiração profunda, como uma lembrança de infância, do jar