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Descrição
Não é uma pose. Nem um papel. É o momento em que já nada está a ser representado. Mãos sobre o peito, não como defesa, mas como um silencioso "estou aqui". Um corpo que conheces. Talvez demasiado. Cada sombra tem a sua razão, cada tonalidade a sua memória. Não evita o olhar. Mas também não o oferece. Algo na sua postura diz: "Agora já não me vais nomear." E talvez seja precisamente nesse momento que começa a verdadeira proximidade. Quando deixas de falar dela.