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Descrição
A obra surge como um rasto visual do tempo gravado na superfície da paisagem. A estrutura em camadas, em tons terrosos de castanho, ocre, areia e preto, lembra solo erodido, pedra intemperizada ou uma parede antiga que ostenta as cicatrizes do passado. Os fragmentos escuros e as linhas irregulares criam uma tensão entre a desintegração e a renovação, entre o que desaparece e o que permanece.
A obra não apresenta uma paisagem concreta, mas sim a sua memória emocional e material. «A Cicatriz» torna-se aqui uma metáfora da intervenção humana, dos processos naturais e da passagem do tempo. A textura rica da superfície confere à imagem um carácter quase arqueológico, como se as camadas individuais fossem revelando gradualmente uma história escondida sob a superfície da terra.
Para a sala de estar e o hall de entrada. Combina com nogueira, linho e reboco de cimento à vista. A luz lateral realça as ranhuras.
Original.