Jarní vánice 188 (Tempestade de neve da primavera 188)
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Descrição
Não é neve e não é um ramo de flores.
O branco foi-se acumulando sobre a tinta, até se transformar numa tempestade de neve na qual as flores ainda se mantêm. O olho não consegue orientar-se nisso. Só há densidade.
De longe, uma parede clara e cintilante.
De perto, pontos de pigmento numa camada de brancura, a assinatura no canto inferior direito.
Para a sala de estar, o quarto, os corredores claros. Contra o reboco branco, o quadro quase desaparece na luz e, depois, desfaz-se nela.
Original.
Abstração lírica «all-over». Uma camada densa e minuciosa sobre um fundo claro. Perto tanto de uma copa em flor como de uma nevasca, sem uma única árvore.