Vzpomínka na Esterel (Memória do Esterel)
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Descrição
A imagem é uma recordação do maciço do Esterel; não se trata de uma representação exata, mas sim de uma impressão das experiências vividas: a luz a refletir-se nas rochas vermelhas, o aroma dos pinheiros, o silêncio de uma tarde escaldante. As formas cubistas não são aqui apenas uma escolha estilística, mas uma forma de captar as camadas da memória. Os fragmentos compõem-se e voltam a desintegrar-se, tal como a memória, que nunca se repete exatamente da mesma forma.
A geometria da imagem lembra-nos que as memórias não são lisas nem homogéneas. São fragmentos de cores, sensações e momentos que se transformam com o tempo. Troncos cilíndricos, copas angulares e superfícies afiadas da paisagem são a minha forma de recompor o Esterel, não de acordo com a realidade, mas de acordo com a forma como ele me volta à mente.
É uma paisagem que existe algures entre a realidade e o sonho. Uma paisagem que não se revela aos olhos, mas à memória.