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Descrição
Técnica combinada de camadas com estrutura pastosa, traços gestuais circulares, gravuras nas camadas de cor e sobreposição de tons metálicos, terrosos e frios. Durante a maior parte da sua existência, os universos estiveram separados.
Cada um tinha a sua própria matéria, o seu próprio tempo e as suas próprias leis, que os seus habitantes consideravam as únicas possíveis.
Depois, a distância entre eles começou a diminuir.
A imagem capta a primeira fase deste processo. As estruturas circulares individuais representam os universos e os seus campos gravitacionais e causais. Inicialmente, existem de forma independente, mas, gradualmente, as suas fronteiras deformam-se, sobrepõem-se e penetram umas nas outras.
Para os seus habitantes, os primeiros sinais foram quase imperceptíveis. A probabilidade de certos acontecimentos alterou-se. Em alguns locais, o tempo começou a decorrer de forma diferente. Surgiram partículas que, de acordo com as leis físicas locais, não deveriam existir.
Depois, começaram a chegar notícias.
E, por fim, chegaram também os seus remetentes.
O que deveria ter sido o maior encontro de vida inteligente da história abriu, no entanto, simultaneamente o caminho para um conflito que nenhuma das civilizações poderia vencer sozinha.
Porque, quando os universos começaram a tocar-se, os seus habitantes compreenderam, pela primeira vez, que não eram os únicos.
E, pouco tempo depois, descobriram algo muito mais perigoso:
nem todos os universos querem permanecer separados.