Tvář z bahenního světa (Um rosto do mundo das lamas)
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Descrição
Técnica mista com superfícies coloridas em camadas, aplicações estruturais, traços gestuais e desenho contrastante.
Quando a expedição aterrou pela primeira vez no mundo lamacento, não encontrou qualquer civilização.
Apenas planícies amarelas infinitas, lagos rasos de líquidos minerais densos e estranhas formações negras a emergir da superfície.
Depois, a paisagem abriu-se.
O que consideravam ser solo moveu-se e, do lodo, emergiu lentamente um rosto gigantesco. Assemelhava-se a um ancestral animal longínquo, com olhos largos, focinho alongado e o queixo ainda cravado profundamente na terra húmida.
Só então compreenderam que não estavam à procura de cidades.
Estavam mesmo em cima de um dos seus habitantes.
Esta espécie passa a maior parte da vida submersa sob a superfície. Os indivíduos comunicam entre si através de ondas de pressão e alterações químicas no solo. Os seus pensamentos propagam-se pela lama a distâncias de milhares de quilómetros, de modo que o mundo inteiro forma uma única rede de consciência que comunica lentamente.
Os símbolos pretos na imagem não são letras. São vestígios do movimento e da comunicação destes seres. A área azul-esverdeada sob o rosto representa o lodo vivo, no qual está guardada a memória da sua civilização.
Os heróis tentam estabelecer o primeiro contacto.
No entanto, a criatura à sua frente não responde.
Após um longo período, abre os olhos e emite uma única onda de pressão.
O tradutor interpreta-a como uma pergunta:
«Porque é que nos acordaram?»