Zrození vesmíru (O nascimento do universo)
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Descrição
Técnica mista com camadas de tinta espessas e pastosas, intervenções estruturais e um contraste marcante entre os fragmentos coloridos e o fundo preto.
O universo não surgiu de uma explosão.
Só pode explodir algo que já existe.
A imagem capta um momento ainda mais antigo, o instante em que as possibilidades começaram a tornar-se realidade.
A superfície preta não é o espaço cósmico. O espaço, neste momento, ainda não existe. É um estado anterior à distância, à direção e ao tempo. As estruturas azuis, turquesa, brancas e violetas são os primeiros fragmentos da realidade que, a partir de um campo indefinido de possibilidades, começam a unir-se num único universo.
Primeiro surgem as relações.
Depois, as leis.
Só no final, a matéria.
Cada traço colorido representa uma possibilidade de organização futura da realidade. Algumas desaparecerão ainda antes do surgimento do tempo. Outras unir-se-ão e criarão as leis físicas, segundo as quais, milhares de milhões de anos mais tarde, nascerão estrelas, planetas, vida e as primeiras civilizações inteligentes.
Muito mais tarde, os heróis descobrirão que não houve apenas um nascimento deste tipo.
Aquilo a que as suas civilizações chamavam «universo» é apenas uma das muitas possibilidades concretizadas. Para além das suas fronteiras não existe o vazio, mas sim outras realidades, com outras leis, outra matéria e, por vezes, até outro significado para a existência.
E, algures ainda mais longe, existe algo a partir do qual todas podem surgir.
O extraverso.