Za okny neznámo (O desconhecido lá fora)
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Descrição
A nave «Resposta» já não se encontrava no hangar. O espaço à sua volta tinha-se deslocado e o ponto de fuga do Nó do Conselho deixou de se situar na extensão da sua trajetória. Lá fora, nas janelas, não se avistavam estrelas conhecidas, mas sim os primeiros momentos da viagem por camadas desconhecidas do espaço.
A imagem capta precisamente este momento. As correntes verdes, cinzentas e claras não são nebulosas nem atmosfera — são diferentes formas pelas quais a realidade pode existir naquele local. As áreas escuras nas margens lembram a estrutura da nave e, ao mesmo tempo, sugerem que a visão para o exterior não é totalmente segura. Os traços negros na superfície evocam impressões digitais, silhuetas ou caracteres de uma escrita desconhecida. A sua posição muda sempre que a tripulação desvia o olhar.
Jonás procura a única estrela conhecida. Nara tenta determinar que parte da vista pertence ao seu universo. Nenhum deles obtém resposta. À sua frente não há um mapa, apenas o apelo vivo da galáxia W e um caminho que ainda ninguém registou. Kair, a consciência quântica da nave, recomenda, no entanto, que continuem — não porque o caminho seja seguro, mas porque é precisamente no desconhecido que pode existir uma resposta que ainda ninguém escolheu.
A tripulação compreende, pela primeira vez, que o desconhecido para além das janelas talvez não seja vazio. Talvez esteja a olhar para dentro. Técnica em camadas com pinceladas gestuais, esborratamento de camadas coloridas e estruturas de impressões. Contraste de tons verdes, cinzentos, pretos e vermelhos suaves.